Vinhos

O vinho da época de Cristo

Feliz Natal, amigos!

Vamos comemorar a data com um artigo do site Tintos & Tantos sobre como seria o vinho tomado à época e Jesus.

Vou reproduzi-lo ipsis literis, mas, por favor, fiquem à vontade para acrescentar alguma informação nos comentários.

Aproveito para agradecer o Tintos & Tantos por sua autorização na reprodução do artigo e por ser minha fonte constante de inspiração sobre vinhos!

Aproveitem e Boas Festas!

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“O vinho é tão presente na Bíblia, que, em todo o Velho Testamento, o Livro de Jonas é o único onde não encontramos nenhuma referência ao assunto. Ao fim do dilúvio, ao que consta, a primeira coisa que Noé fez foi plantar uma vinha. Não surpreende que o vinho tenha sido a bebida escolhida para a Última Ceia…

Essa é uma bebida que acompanha a evolução da humanidade há, pelo menos 6.000 anos. Mas terá sido ela sempre meio parecida? Como será que era o vinho, por exemplo, da época de Cristo e seus discípulos?

Começando pela cepa, há enorme controvérsia sobre quais cepas existiam ou não naquela época. Mas há um consenso de que, na região de Jerusalém, a variedade dominante era uma ancestral da uva que hoje chamamos Syrah, originária da Pérsia.

A alta sociedade romana tinha uma clara preferência pelo vinho branco e doce, mas os moradores das regiões palestinas preferiam vinho tinto. As menções bíblicas ao vinho, que são muitas, são sempre relacionadas ao vinho tinto.

Segundo as práticas da época, após a colheita as uvas eram pisadas por escravos, e, após a fermentação, vinhos diferentes eram produzidos para estratos diferentes da sociedade. Adicionavam-se ao vinho, àquela ocasião, mel, água, ervas, especiarias, além de pó de mármore, clara de ovo…

Parte dos vinhos, inclusive, era exposta à ação da fumaça, o que daria um sabor defumado típico.

Somente os melhores vinhos, puros e sem aditivos, eram separados por um período, para que a ação do tempo os tornasse mais aprazíveis. E esse vinho, puro e levemente envelhecido era o vinho utilizado nas celebrações religiosas.

Dessa maneira, podemos tirar algumas conclusões, claro que sem nenhuma prova contundente de veracidade, a respeito de como era o vinho na época de Cristo. Um vinho tinto de uma uva parente da Syrah, que, em se tratando de celebrações religiosas, era levemente envelhecido e sem os aditivos costumeiros.

Mas é o limite que nos permite a distância histórica. Qual era o sabor desse vinho, talvez nunca saberemos…

O que sabemos é sobre nossa paixão pelos vinhos e nosso profundo respeito à crença de cada um, independente de qual seja.”

Fonte: http://www.tintosetantos.com/index.php/conhecendo/ahistoriadovinho/344-o-vinho-da-epoca-de-cristo

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Vinhos

Tanino: o que é?

Olá!

Hoje, vou falar sobre o tanino, palavra muito ouvida pelos apreciadores de vinho, mas talvez, pouco compreendida.

Como encontrei muitas informações interessantes sobre o tanino em blogs especializados e livros, vou “deixá-los falar por mim”. Anexarei alguns links de blogs bem interessantes e explicações de especialistas sobre o tanino.

De acordo com o site “Tintos & Tantos” www.tintosetantos.com:

“(…) Mas o que são esses taninos? De onde eles vêm? Quais são os vinhos com mais e com menos tanino?

Tanino é uma substância natural encontrada em plantas: em suas sementes, madeiras, folhas e cascas de frutas. Os taninos atuam como defensores das plantas contra o ataque de herbívoros, tornando seu sabor desagradável, principalmente quando ainda não estão maduras o suficiente.

E por que os taninos dão a sensação de secura e adstringência na língua e no palato, ou seja, a mesma impressão de “boca amarrada”, de quando comemos banana ainda verde? Tecnicamente, uma das principais características dos taninos é a capacidade de precipitar as proteínas. Como a saliva é rica em proteínas, é essa interação que nos dá a sensação de adstringência de alguns frutos, principalmente os pouco maduros. Quanto mais maduros os taninos, menos agressivos eles se tornam.

Alguns alimentos ricos em taninos são: uva, pera, maçã, maracujá, romã, açaí, nozes, amêndoa, cacau, cravo, canela, feijão vermelho…

Os taninos do vinho podem vir das uvas (de suas cascas, sementes e caules) ou da madeira dos barris de carvalho (…)”.

Segundo o livro “Tradição, conhecimento e prática dos Vinhos”, de Danio Braga e Célio Alzer: “A sensação de adstringência é reconhecida porque os taninos, em contato com as mucosas da boca e da língua, subtraem água e ao mesmo tempo precipitam a mucina (proteína da saliva que lubrifica as mucosas), deixando a boca áspera ou com cica.” (“capítulo 4 – Elementos constituintes do vinho”).

Já de acordo com o livro “O Gosto do Vinho”, de Émile Peynard e Jacques Blouin, há uma comparação entre tanicidade e acidez dos vinhos: “Quanto menos taninos tem um vinho tinto, mais ele suporta a acidez (necessária a seu frescor). Quanto mais rico em taninos é um vinho tinto (necessários a seu desenvolvimento, à sua longevidade), mais baixa deve ser sua acidez. Uma taxa elevada de taninos associada a uma forte acidez dá os vinhos mais duros e os mais adstringentes.”

Os sites aqui anexados dão uma explicação mais detalhada e técnica sobre o tanino e seus efeitos nos vinhos. O primeiro é da conceituada Revista Adega. O segundo é o blog do Sommelier Marcelo Vargas. Neles, haverá sempre a palavra “fenol”, um composto químico importante para a existência do tanino. De acordo com o site “Manual da Química”, “fenóis são um grupo de compostos orgânicos caracterizado pela presença de uma hidroxila (OH) ligada a um carbono insaturado de um anel benzênico (núcleo aromático)”.

(fórmula estrutural de um fenol simples. Sim, vinho também é aula de química! 🙂 )

Seguem, abaixo, os links dos sites aos quais me referi acima:

Revista Adega – 23/12/2015

Blog do Sommelier Marcelo Vargas

Mais sobre os fenóis. Voltando às aulas de química 🙂

 

Caso ainda tenham dúvidas, as portas estão abertas! Um grande abraço.

 

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